Tive uma inquietação recentemente e percebi que ela abrange muito mais do que só a situação que a ocasionou.
Recentemente fui ao aniversário de alguns amigos junto com o Caio (meu companheiro), e ao chegar e todos se abraçando e se cumprimentando eu ouvi ao pé do ouvido "Esse é o namorado da Babi".
Acontece que Caio não é meu namorado (embora seja também meu namorado)
Caio é Caio.
Era Caio antes de mim e vai continuar sendo Caio depois.
E continua sendo Caio durante.
Caio não é meu namorado.
Caio não é meu marido.
Caio não é meu.
E ele existe independente de mim.
Por que a gente precisa colocar título nas coisas?
Então parei pra pensar um pouco mais sobre isso e cheguei a conclusão que temos o PÉSSIMO hábito de categorizar as coisas (batam palmas, descoberta do século, eu sei.)
As pessoas tem nome.
As pessoas são alguém.
Embora NINGUÉM (tirando os lindos que trabalham com exatas) lembre direito da teoria dos conjuntos, nós continuamos agrupando pessoas e roubando a individualidade delas.
"Diga-me com quem tu andas e direi-te quem tu és"
Pois é Jesus, até tu andava com um traidor e aí?
Quem é quem na fila do pão?
Apenas PAREM.
Antes de toda e qualquer coisa, antes até mesmo de nascer, você tem um nome.
Antes de ter etnia, nacionalidade ou mesmo um idioma.
Antes de ser gordo, magro, careca, feio, bonito (aos olhos de quem não é mesmo?).
A gente tem um nome.
Eu sou a Bárbara.
A maioria me chama de Babi, mas ainda assim eu sou a Bárbara.
Sejam vocês.
Tenham nome.
Tenham voz.
sexta-feira, 24 de março de 2017
Eu não tenho essa resposta.
Eu não conheço uma pessoa sequer que escreve quando está feliz
Na verdade a felicidade por si só traz uma melancolia estranha - a gente sofre por antecipação.
Eu poderia listar aqui um zilhão de defeitos meus, de verdade.
Esses eu conheço tão bem...
Quando eles aparecem, porque aparecem
Mas por que essa mania idiota de deixar prevalecer nossos defeitos?
Por que insistimos em nos depreciar?
Eu não tenho essa resposta.
Mas a verdade é que é doloroso sentir-se insuficiente
É o "not enough" que incomoda de verdade
E deixa eu te contar, isso mora na sua cabeça.
Na sua, na minha, e na cabeça de grande parte de todos nós.
A gente tá sempre se ultrapassando, e esquecendo que às vezes dói.
Ás vezes dói porque mesmo ultrapassando a gente sente que não é o bastante.
A gente sente culpa o tempo inteiro.
Culpa por não ter trabalhado mais um pouquinho além do horário
Culpa por não ter ido naquele aniversário
Culpa por não ter dedicado um pouco mais de tempo pra quem a gente ama
E isso faz com que a gente sufoque nesse mar de ansiedade que é a insuficiência.
Tudo ao lado parece melhor, mais promissor, mais criativo do que nós.
Como eles conseguem fazer tanta coisa?
E isso dói de novo.
Dói porque nosso melhor não é o bastante, não pra nós.
E aí dói mais uma vez.
E dor desmotiva, dor causa sofrimento, dor causa frustração.
De novo dói...
Dói porque a gente quer exigir do outro o que não temos para com nós mesmos: Compaixão.
A gente exige o que não damos a nós mesmos: Gentileza
A gente exige e de novo não é suficiente, e sabe por quê?
Porque não é do outro que precisamos, é de nós mesmos.
Tira esse óclinhos de julgador que você coloca toda vez que se olha o espelho e PARA.
Eu sei que é difícil, eu juro que eu sei.
Mas você é bom.
Você é gentil.
Você tá se esforçando.
Tenha paciência consigo mesmo.
Veja quanto progresso você já fez até agora.
E se você não conseguir, me pergunta... Ficarei feliz em te ouvir e dividir.
Pesa menos quando mais gente te ajuda a carregar.
Fica aqui, mais como um lembrete do que lição: A gente não tem que ter vergonha de como a gente se sente, a gente tem que ter vergonha de não nos permitir sentir e entender o porque de ser assim.
Na verdade a felicidade por si só traz uma melancolia estranha - a gente sofre por antecipação.
Eu poderia listar aqui um zilhão de defeitos meus, de verdade.
Esses eu conheço tão bem...
Quando eles aparecem, porque aparecem
Mas por que essa mania idiota de deixar prevalecer nossos defeitos?
Por que insistimos em nos depreciar?
Eu não tenho essa resposta.
Mas a verdade é que é doloroso sentir-se insuficiente
É o "not enough" que incomoda de verdade
E deixa eu te contar, isso mora na sua cabeça.
Na sua, na minha, e na cabeça de grande parte de todos nós.
A gente tá sempre se ultrapassando, e esquecendo que às vezes dói.
Ás vezes dói porque mesmo ultrapassando a gente sente que não é o bastante.
A gente sente culpa o tempo inteiro.
Culpa por não ter trabalhado mais um pouquinho além do horário
Culpa por não ter ido naquele aniversário
Culpa por não ter dedicado um pouco mais de tempo pra quem a gente ama
E isso faz com que a gente sufoque nesse mar de ansiedade que é a insuficiência.
Tudo ao lado parece melhor, mais promissor, mais criativo do que nós.
Como eles conseguem fazer tanta coisa?
E isso dói de novo.
Dói porque nosso melhor não é o bastante, não pra nós.
E aí dói mais uma vez.
E dor desmotiva, dor causa sofrimento, dor causa frustração.
De novo dói...
Dói porque a gente quer exigir do outro o que não temos para com nós mesmos: Compaixão.
A gente exige o que não damos a nós mesmos: Gentileza
A gente exige e de novo não é suficiente, e sabe por quê?
Porque não é do outro que precisamos, é de nós mesmos.
Tira esse óclinhos de julgador que você coloca toda vez que se olha o espelho e PARA.
Eu sei que é difícil, eu juro que eu sei.
Mas você é bom.
Você é gentil.
Você tá se esforçando.
Tenha paciência consigo mesmo.
Veja quanto progresso você já fez até agora.
E se você não conseguir, me pergunta... Ficarei feliz em te ouvir e dividir.
Pesa menos quando mais gente te ajuda a carregar.
Fica aqui, mais como um lembrete do que lição: A gente não tem que ter vergonha de como a gente se sente, a gente tem que ter vergonha de não nos permitir sentir e entender o porque de ser assim.
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