Tive uma inquietação recentemente e percebi que ela abrange muito mais do que só a situação que a ocasionou.
Recentemente fui ao aniversário de alguns amigos junto com o Caio (meu companheiro), e ao chegar e todos se abraçando e se cumprimentando eu ouvi ao pé do ouvido "Esse é o namorado da Babi".
Acontece que Caio não é meu namorado (embora seja também meu namorado)
Caio é Caio.
Era Caio antes de mim e vai continuar sendo Caio depois.
E continua sendo Caio durante.
Caio não é meu namorado.
Caio não é meu marido.
Caio não é meu.
E ele existe independente de mim.
Por que a gente precisa colocar título nas coisas?
Então parei pra pensar um pouco mais sobre isso e cheguei a conclusão que temos o PÉSSIMO hábito de categorizar as coisas (batam palmas, descoberta do século, eu sei.)
As pessoas tem nome.
As pessoas são alguém.
Embora NINGUÉM (tirando os lindos que trabalham com exatas) lembre direito da teoria dos conjuntos, nós continuamos agrupando pessoas e roubando a individualidade delas.
"Diga-me com quem tu andas e direi-te quem tu és"
Pois é Jesus, até tu andava com um traidor e aí?
Quem é quem na fila do pão?
Apenas PAREM.
Antes de toda e qualquer coisa, antes até mesmo de nascer, você tem um nome.
Antes de ter etnia, nacionalidade ou mesmo um idioma.
Antes de ser gordo, magro, careca, feio, bonito (aos olhos de quem não é mesmo?).
A gente tem um nome.
Eu sou a Bárbara.
A maioria me chama de Babi, mas ainda assim eu sou a Bárbara.
Sejam vocês.
Tenham nome.
Tenham voz.
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